canto silencioso


mudança

Sim, fazer mudança é um trampo chato, mas é tempo de rever e reencontrar aqueles objetos escondidos, se livrar de tudo que está em desuso e se deparar com lembranças que já estavam esquecidas. Uma das melhores partes dessa fase é encontrar textos guardados. São bilhetes, cartas, poemas, desabafos e pequenas anotações. Eis que me deparei, essa tarde, com um pequeno texto que fiz depois que um tio meu, um tanto quanto místico, descreveu o símbolo que ele visualizava quando pensava em mim. A conversa deve ter sido há um ano e meio atrás, mais ou menos.

"No seu símbolo eu vejo uma estrada estreita e, no meio do caminho tem uma árvore. Quando você encontrar essa árvore, seguirá seu caminho, porém a levará consigo. Haverá uma transformação em você.
Você leva seus problemas e suas experiências como aprendizado. O interessante é que essa estrada, além de estreita, é uma caminho inóspito e mesmo assim você segue em frente. Deve ser corajosa e determinada. Tem uma meta e segue atrás, segue em frente. Você se transformará e esse não será seu símbolo final."

 Escrito por Maíra às 17h50
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País do jeitinho

No país do proveito, as pessoas querem sempre tirar vantagem umas das outras, aproveitar qualquer brecha. E para tanto, usam de má fé sem o menor pudor ou peso na consciência. Chame de ingenuidade ou o que quiser, o fato é que estou me sentindo completamente traída e lesada por um contrato de aluguel mal intencionado.

Desde que conheci o apartamento para o qual vou me mudar em breve, meti na cabeça que era lá que eu iria morar. Passei semanas rascunhando a planta do apartamento e levando-a comigo para todos os cantos, enquanto desenhava no papel e na minha tela mental como seria a minha casinha. A idéia de morar sozinha, que a princípio me deixou um pouco cabreira, ganhava um certo brilho. Eu moraria num apartamento legal, ainda que pequeno e modesto, um lugar muito bem localizado onde não me sentiria tão isolada. Com alguns reparos, poderia transformar aqueles cômodos mal tratados em um apartamento charmoso e aconchegante. Sim, era mais do que suficiente para mim. Sim, eu merecia esse pequeno salto, essa boa experiência. De repente eu me animava com a idéia dessa mudança. Enquanto não recebia resposta positiva dos proprietários – foram longos quase dois meses pra me aceitarem como inquilina – eu me possibilitava sonhar.

A sensação de que aquele lugar já me pertencia era grande e eu passei a acreditar que não encontraria nada melhor. Foi assim que diminuí o ritmo das visitas às kitchs do centro. Muitas eram assustadoras, claustrofóbicas. As que tinham formato mais interessante ficavam em localizações meio tenebrosas. As regiões mais bacanas, quando não eram mais caras, eram muito pequenas e impessoais. Aquela foi a única que me possibilitou de fato imaginar um ambiente gostoso para morar.

Eram quase quarenta metros quadrados do décimo andar de um prédio na Praça Roosevelt, com aquela vista ampla do alto. Totalmente sedutor.

É fato que não tenho experiência em negociar contratos e até agora a administradora que está cuidando disso conseguiu tirar bom proveito disso. Pedi para uma amiga advogada me ajudar a entender as cláusulas do contrato. Ela colocou milhões de questionamentos, falou para eu rever inúmeros pontos e tudo que recebi de resposta foi que nada seria mudado, que os termos do contrato eram de praxe e eu poderia aceitá-los ou não.

Eu tenho um lado bastante ansioso e faz tempo que sinto vontade de trabalhá-lo de alguma forma. Quero sempre resolver as coisas rápido, detesto ficar com decisões em suspenso, com indefinições sobre o futuro. E acho que na minha inexperiência, não tive o cuidado de exigir muito da administradora. Estava enfrentando problemas parecidos em outras esferas da minha vida e me sentia sufocada com tantas imprecisões. Eu queria mesmo era viabilizar minha mudança o quanto antes, mesmo porque eu tinha prazo para entregar o apartamento onde estava.

Aceitei reformar um apartamento que estava em condições deploráveis, porque desenhei nele a casa dos meus sonhos. Aceitei reformá-lo sem receber nada em troca, mesmo sabendo que o correto seria que os proprietários reconhecessem que todo o meu cuidado merecia algum retorno, nada mais justo que eu ter direito de abatimento do valor do aluguel ou não precisar pagar algumas parcelas.

E como toda obra, previ que gastaria tanto e estou gastando bem mais. E agora descobri que a parte hidráulica do imóvel está toda podre e necessita ser trocada e quem disse que querem me indenizar por essa reforma? Mesmo sendo uma benfeitoria necessária, eles estão se negando a bancar essa parte. E aí que mora a sacanagem. Mergulhei nos artigos da lei do inquilinato nesse fim-de-semana e depois de muitas leituras descobri as brechas. Eles não precisam me indenizar de nada, porque meteram no contrato uma cláusula que me responsabiliza por todas as obras do apartamento, salvo as que importem na segurança do prédio.

De modo que agora me sinto humilhada, porque fui eu que assinei o contrato, que aceitei as condições absurdas e sacanas que eles me impuseram. Me sinto revoltada porque nesse país do jeitinho, a corda sempre estoura pro lado de quem pode menos e de quem não conhece a lei. Me sinto ofendida porque nem a lei me protege nesse caso. Estou reformando o apartamento para torná-lo mais gostoso de morar e isso não é fundamental, eu sei bem. Mas é fato que o apartamento não terá o mesmo valor quando eu sair de lá. Valerá muito mais. E nada eu recebo em troca a não ser o prazer de usufruí-lo nos meses em que lá permanecer. Nem mesmo o direito de ter água corrente sem ter que bancar financeiramente por isso. Afinal, se eu quero ter água e luz, eu que cuide disso. Eles só estão me oferecendo a casca de um ovo, se estiver podre por dentro, problema meu, eu aceitei alugá-lo.

Tem dias que o mundo amanhece mais desanimador, porque vemos mais podridão nas pessoas do que nos canos deteriorados de um apartamento velho do centro da cidade.

Ah, sim, só um detalhe. O mais absurdo é que os donos do apartamento são padres. Sim, uma comunidade de padres. E não querem pagar IPTU porque se consideram uma comunidade filantrópica. Há-há. E brigam na justiça para provar isso. Mas isso é só um detalhe, isso é uma outra história.


 Escrito por Maíra às 22h39
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Carol



 Escrito por Maíra às 13h28
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noite de lua cheia

Seguindo os conselhos do Julio, meu professor de ioga, esse ano não fiz nenhum pedido durante a virada do ano. Ele fez questão de avisar a todos os alunos da escola que na noite de final de ano, estaríamos regidos pela lua minguante e que não se deve pedir nada durante essa lua, pois os planos minguam. Bom mesmo são os pedidos de fechamento, como encerrar aquela relação que não está mais dando certo, que já deu o que tinha que dar.

Em Santo André, na Bahia, lugar maravilhoso onde passei a virada de ano (depois conto mais sobre esse paraíso), conversei com alguns nativos e moradores da região sobre as recomendações sobre a lua. Pois foi um argentino que me explicou que é comum entre os nativos de Santo André pular as sete ondas e pedir para que Iemanjá leve tudo que não nos serve mais embora. Achei que o costume casava perfeitamente com meu ano, com meu momento de vida, com meu espírito.

E foi o que fiz. Conversei com Iemanjá e pedi que ela levasse embora tudo que não me servia mais, hábitos que me impedem de desabrochar, medos e inseguranças bestas, relacionamentos que não acrescentam em nada. Pedi para que eu pudesse aprender com esses fechamentos, que aceitasse que algumas coisas não estavam dando certo porque não eram para mim. Assim meu caminho ficaria livre para eu direcionar minha energia para o que importa, o que vier para me ajudar a traçar meu caminho, a encontrar a mim mesma.

Ontem foi a noite da primeira lua cheia do ano e aceitei o convite do meu professor de ioga para um ritual de mandalas que ele promoveu na escola. Cada pessoa precisava levar dois quilos de alimento, que seriam doados para uma instituição de crianças carentes. A festa estava aberta para outros convidados e aproveitei para levar a Bel. Nós todos recebemos uma mandala e a pintamos. Cada mandala trazia uma mensagem. A minha era: “Mesmo que eu caia sete vezes, levantarei oito”. No começo, estranhei a frase, porém aos poucos fui me identificando com ela e entendendo o que representava para mim. Enquanto pintávamos a mandala, visualizamos nossos pedidos para o ano de 2008. Foram longos minutos e muitas imagens que vieram em minha cabeça. Nada de “eu gostaria disso ou daquilo”, a idéia era afirmar sempre no presente: “eu quero”, “eu vou” etc. E somente coisas boas, pensamentos positivos.

Julio explicou que a lua cheia é conhecida como a fase das realizações e dos transbordamentos. Pode ser muito difícil manter o equilíbrio de emoções nesse período do mês, mas ele tem uma enorme força quanto aos pedidos. Ele até nos alertou em tomar cuidado com o que pedíamos e como pedíamos. Desejos muito abertos podem nos trapacear depois. Ele contou o caso de uma aluna que, numa outra festa dessas, contou a ele que pediu muitos namorados: “ela arranjou um monte de namorados, mas era um mais complicado que o outro”. Portanto, descreva bem o que você quer e como você quer, dizia ele. Depois de pintarmos nossa mandala, escrevemos nossos pedidos no verso. Usei várias cores, cada um para um “tema”. Como não havia “limite de caracteres”, escrevi muito, de forma que 2008 promete.

Quando nos demos satisfeitos com nossa mandala e nossos pedidos, foi a vez de desenharmos e escrevermos, num grande painel que estava colado na parede, nossos desejos para o mundo. Estávamos com mais de 50 pessoas na sala e todos fizeram votos por um mundo melhor.

Depois disso, foi o momento de nos sentarmos em círculo e cantarmos vários mantras. Visualizamos um anel de proteção com pétalas de rosas em nosso entorno e respiramos em conjunto, como se fôssemos o pulmão do mundo. É incrível como podemos nos sentir fortes e unidos em momentos como esses. Os mantras, quando cantados em grupo, têm um som intenso e bonito.

O que eu mais gostei é que ao final de tudo, queimamos todas as mandalas e os painéis com desejos para o mundo e fizemos uma grande fogueira. Nada de deixar guardado os pedidos numa gaveta para comparar no início do ano que vem. Eles foram todos consumidos pelo fogo, enquanto todos nós assistíamos ao resplandecer daquela fogueira regida pela lua cheia.

 Escrito por Maíra às 10h11
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meu canto

É quinta à noite e como algumas tantas outras noites me sinto só. Não tenho vontade de ver ninguém e muito menos de falar. Ouço João Bosco e Rosa Passos e não quero cantar. Quero o tempo passando aos poucos e os pensamentos me fazendo companhia. Ultimamente tenho feito muitas análises de mim mesma. Repensando quem eu sou, o que quero, para onde vou e o que preciso fazer para conseguir o que quero.

Já faz um tempo que parece que moro sozinha. Minha companheira de apartamento quase nunca está em casa e eu quase não percebo que ela mora aqui. Isso me faz pressentir que não ficarei aqui muito tempo. Algo me diz que 2008 farei mais uma mudança. E não sei se encaro mais dividir casa com alguém. Foram três apartamentos e cinco companheiros de casa em cinco anos. Foram boas moradas, boas experiências, mas chegou a hora de eu desenhar meu caminho sem me juntar a ninguém por conveniência. A gente sempre tá se juntando porque é mais barato dividir casa, porque prefere garantir companhia, mas na real cada um tem um plano de vida ou vai descobrindo quais são suas metas e tem uma hora que não tem mais o que fazer, é preciso reconfigurar a casa em outro canto, porque os sonhos dos nossos companheiros de casa não são compatíveis com aquela morada.

Foi assim que eu e a Ne nos separamos depois de quase três anos morando juntas. Foi assim que a Lili deixou o apê onde a gente morava com o Marcelo e depois eu mesma saí de lá. É assim que eu pressinto que acontecerá logo mais.

É engraçado, eu já quis muito morar sozinha. Hoje penso que terei que me acostumar com a idéia. Não que a solidão me assuste, convivo muito bem com ela e a curto bem. Só não sei se é meu espírito no momento. E só de pensar em organizar uma mudança de novo me dá vontade de bocejar.

Pois bem, talvez seja hora de montar meu canto sozinha e vou encarar isso. Meus discos, meus móveis, meus quadros na parede, minha decoração, minha cara. Meu canto silencioso. Chega de me juntar com outras pessoas por cabimento. Só divido casa a partir de hoje se for para compartilhar sonhos. Como não é esse o momento, logo mais estarei inaugurando um espaço meu. Estou curiosa para saber como vai ser...



 Escrito por Maíra às 22h40
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Feliz 2007, Feliz 2008

2007 foi tudo. Sinto que têm acontecido muitas mudanças em mim, por vezes dolorosas, por vezes acalentadoras. Posso afirmar que vivenciei tudo com muita graça e sou grata por todas as experiências que vivi nesse ano. Foram grandes amores, grandes experiências profissionais, viagens maravilhosas, pessoas lindas e especiais que entraram na minha vida e que seguem nela. Em 2007 cantei mais, saí mais de casa, conheci muitas pessoas interessantes, fotografei histórias comoventes e transformadoras, que certamente fizeram marcas em mim. Senti a vida pulsando. Para 2008, quero tudo em dobro, tenho certeza de que será um ano mágico. E desejo isso para todas as pessoas queridas que fazem parte da minha vida.

conhecer o pequeno Jay foi um dos maiores presentes do ano

assim como rever a Pri e o Lucas

acompanhar a gravidez da Flávia...

ajudar a organizar a Passeata SuperAção...

cobrir o Parapan no Rio de Janeiro com a ajuda de jovens da Maré, da Cidade de Deus e do Complexo do Alemão...

ter conhecido a comunidade surda de perto...

ter registrado histórias como o grupo de dança Joy Lab Research...

ter conhecido Monica, Mario e Maria, os protagonistas de Mães com Rodas, durante minha ida à Argentina...

ter filmado e participado do documentário do Vinícius...

Essas e outras histórias marcaram meu ano com toda certeza. E que venha 2008 a todo vapor!



 Escrito por Maíra às 15h01
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Passeata SuperAção

quero ver todo mundo lá!!!



 Escrito por Maíra às 14h06
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72 anos de casamento

Esse mês meus avós completaram 72 anos de casamento. Alagoanos, eles se conhecem desde os 9 anos de idade e meu avó adora contar os detalhes do primeiro dia que ele viu minha avó na vida e de como ele se apaixonou por ela desde então. O casamento veio uma década mais tarde e com o tempo, seus treze filhos, vinte e nove netos e já não sei mais quantos bisnetos.

 



 Escrito por Maíra às 18h10
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Lo de Roberto

O tango é um capítulo a parte quando se fala de Buenos Aires. A cidade o respira e o reverencia. Quando conheci o bar Lo de Roberto, indicado por um amigo muito querido de São Paulo que também é músico, entendi o quanto o tango fazia parte da cultura argentina. Nesse bar, as pessoas que o freqüentam realmente escutam a música, páram para ouvir e apreciar o tango. O bar muito me lembrou o Alemão, por ser pequeno, abarrotado de gente, ter música ao vivo de excelente qualidade e clientes cativos, ambiente acolhedor, intimidade entre os freqüentadores. No entanto, essa relação do público com a música eu nunca tinha visto igual em bar algum. Em São Paulo é muito comum que os clientes conversem a noite toda e, por mais que gostem do som que está tocando, nunca o bar silencia durante um show completo. Não sei dizer se já vi acontecer aqui. Talvez com um bar mais vazio... Mas nunca com um bar cheio, depende muito do tipo de som...

Antes de Lo de Roberto isso era para mim inimaginável. Até mesmo os meus cliques incomodavam. Da terceira vez que fui lá fui repreendida pelo garçom do bar. O som da minha máquina atrapalhava os freqüentadores... Não pude falar nada. Quem sou eu para questionar isso? Fiz de tudo para me conter e fotografar pouco.

Minha primeira noite em Lo de Roberto foi um tanto quanto especial. Eu decidi ir sozinha para lá e a primeira pessoa com quem conversei foi Maneco, o garçom do bar. Ele foi logo me dizendo para eu ficar à vontade e me sentar na mesa redonda ao centro do bar, pois lá, apesar de estar ocupada por dois homens, tinha bastante espaço e o bar era de todos, eu não precisava ficar no balcão. A mesa redonda era logo em frente ao que seria o palco dos músicos, que logo mais estariam tocando tango de velha guarda. Desavergonhada, resolvi arriscar o palpite.

Quando vi, lá estava eu fazendo amizade com os homens que estavam à mesa e que - só depois fui descobrir - eram amigos dos músicos. Daqui a pouco estava eu conversando com os músicos também, um pouco antes do show começar... Depois começou aquele diálogo entre os violões... Uma loucura. Mas o mais inesperado foi quando deu o intervalo e os músicos foram para os fundos do bar para fumar, numa área que fica do lado de fora - não se pode fumar entro dos bares em Buenos Aires. Acabei puxando assunto sobre a música brasileira com um dos músicos, que começou a arranhar uns choros no violão e depois me pediu pra tocar algo. Não sei de onde tirei coragem para isso. Garanti para ele que meu violão era amador, que eu só era apaixonada por música, que só tocava dentro de casa... Mas ele insistiu tanto que toquei três músicas e cantei (doce de coco, chorei e refém da solidão). Garanto que foi o momento mais nervoso da viagem e um dos mais emocionantes também. Errei alguns trechos, mas quando repetia a segunda parte conseguia tocar a música inteira. Parece que eles curtiram, se amarraram nos arranjos harmônicos feitos pelo Babaloo, que foi meu professor. Deixei bem claro que nada era da minha autoria...

Também foi em Lo de Roberto que fiz amizades inesperadas com pessoas lindas.

E, claro, tomei muito vinho...
 



 Escrito por Maíra às 00h17
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Extrañando Buenos Aires

Algumas lembranças me deixaram com saudades de Buenos Aires...

...andar a pé pela cidade...

...dos medias lunas y un cafe con leche...

...a feira de San Telmo...

... o preço dos ônibus e metrôs...

... o preço dos taxis...

...e a simpatia de seus motoristas, que estão por dentro de qualquer assunto...

...tomar cerveja com o Paco e saber muito sobre os argentinos pelo olhar de um colombiano...

...paisagens belas...

...o tango que a cidade respira...

 



 Escrito por Maíra às 23h38
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Neve em Buenos Aires

Plaza de Mayo

 

Hoje parece que nevou em Buenos Aires. Pela primeira vez desde 1918, segundo o site da uol. Dois dias depois que cheguei na cidade peguei um frio terrível. A sensação térmica estava abaixo de zero. As pessoas andavam nas ruas com o cachecol cobrindo o rosto quase inteiro. Não consigo nem imaginar o frio que deve estar fazendo agora.

 

El Primo, em Paelrmo, onde me aventurei a experimentar uma macarronada

 

Todo esse frio, no entanto, é extremamente convidativo para o costume portenho de se beber vinho. Não tive do que reclamar, me diverti muito tomando vinho na cidade. Vinho barato e de boa qualidade. Qualquer restaurante que você vai, pode tomar uma taça de vinho por 4, 5 pesos. Às vezes um pouco mais, dependendo do quanto o restaurante é fino. Em muitos, vale a pena tomar o vinho na garrafa mesmo.

 

Tancat, no centro, tem ótimos pratos de culinária espanhola e bom atendimento

 

No geral, come-se bem em Buenos Aires por muito pouco, comparando com o que gastamos em São Paulo. Conheci muitos restaurantes bons. Só fiquei impressionada com o mal atendimento dos garçons, que tratam o cliente com verdadeira indiferença, quando não fazem pior. Preciso, porém, fazer uma ressalva. Vivi duas situações que fugiram a essa regra, ou seja, em que fui bem tratada. Talvez os garçons não fossem portenhos.

 

Restaurante vietnamita Green Bamboo, em Palermo

 

 

 



 Escrito por Maíra às 22h30
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Buenos Aires foi incrível. Eu me apaixonei pela cidade muito rapidamente. Tive sorte de conhecer pessoas lindas, algumas das quais tornaram-se verdadeiros amigos. Por indicação da Bel, consegui contato de duas pessoas que aceitaram me receber em seus apartamentos. Passei três noites na casa do Paco, da Sandra e da Ângela, colombianos que estão na cidade portenha desde o ano passado. Paco foi muito acolhedor. Além de oferecer um canto em sua casa no sábado em que cheguei, me fez companhia no domingo, quando eu já estava com minhas coisas na moradia estudantil onde passei a primeira semana da viagem. Com ele fui para o Centro Cultural Recoleta e, no domingo, para a feira de San Telmo, na Praça Dorrego.

 

Paco, durante nosso passeio de domingo

 

San Telmo

 

 

Tango na Praça Dorrego - Feira de San Telmo



 Escrito por Maíra às 22h04
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Creche João Correa (Osasco)



Uma creche em Osasco com aluna com deficiência na sala.

 Escrito por Maíra às 16h38
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exposição de foto na Reatech

pois é, quinta feira estarei exibindo minha primeira exposição individual de fotografia.

na verdade, a mais diferenças - ong onde eu trabalho - estará com um estande de 9m2 na feira da Reatech, que começa depois de amanhã no pavilhão da Imigrantes (km15). a reatech reúne ongs, associações, empresas que trabalham com acessibilidade, inclusao e tecnologias de reabilitação. esse ano vai até ter pista de kart pra fazer test drive com os carros adaptados para pessoas com deficiência. a feira é famosa entre as pessoas envolvidas com esse tema e já está na quinta edição.

e de repente, num furor de discussões, ontem decidimos montar uma exposição fotográfica no nossa estande resumindo um pouco do nosso trabalho, nossas frentes de ações e dividimos temas por painéis. teremos imagens de nossas ações com alunos, com cultura, cinema, formação de educadores, acessibilidade. serão 40 imagens. hoje passei o dia alucinada com a edição e o tratamento do material. acaba que é sempre tudo mais ou menos assim por lá. sempre surjem idéias mirabolantes para serem resolvidas até amanhã. dessa vez eu que tive que montar a parada toda.

e só quando eu tava pra chegar em casa hoje à noite que me dei conta o quanto ficou interessante o trabalho. e que seria legal poder dividir esse momento com amigos. só vou poder passar lá no sábado. e estarei a trabalho, fazendo mais registros, mas com certeza apta para receber os mais imprevisíveis. quem quiser se aventurar, se for curioso, acredito que seja um passeio legal. inúmeras tecnologias de reabilitação ou produtos adaptados sendo apresentados. fora que estaremos lá, no estante cento e alguma coisa.

REATECH - VI Feira Internacional de Tecnologias em
Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
12 a 15 de Abril de 2007 - Centro de Exposições Imigrantes
12 e 13 das 13h às 21h / 14 e 15 das 10h às 19h Visitação Gratuita

http://www.fenet.com.br/feira/cipa_reatech/index.htm



 Escrito por Maíra às 23h04
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 Escrito por Maíra às 22h33
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