
O trem passa por cima da ponte. Minhas pupilas estão dilatadas. Sinto cansaço. O ar tem estado mais denso. Deveria estar lendo algum John Fante. John Fante não faz pose. As pessoas descem tranqüilas da estação. Nunca estiveram tão calmas. Um cego aguarda um amigo. O lugar guarda uma mágoa. Dos tempos de Ovomaltine. Ela passa do outro lado da rua. Como quase todo o resto.
Escrito por
Maíra
às
10h53
[
]
[ envie
esta mensagem ]
|