
Faz tempo que não escrevo... Tenho me concentrado em outras coisas já faz um tempo.
Já estou de casa nova faz uns quatro meses. Essa vida de aluguel pra pagar todo final de mês é deveras um tanto estressante. E o pior é que a sensação é de que você está dando descarga na grana. Grana que podia ser investida em outros projetos: cursos, viagens, passeios, quem sabe uma pós. E se guardada, num terreno de uma futura casa, quem sabe.

Esses tempos têm sido loucos. Tenho pensado e repensado sobre a vida. Sobre o que faço, o que quero fazer e, principalmente, sobre a qualidade de vida que quero alcançar.
São Paulo tem um ritmo muito alucinante mesmo. Nenhuma novidade, eu sei. Já sabia disso. Mas quando se está tragada pela correria, a cabeça não pára e por vezes uma aflição fica latente dentro da gente.

E o pior é que não tem muito sentido. Esse ritmo. As pessoas correm e não é porque estão atrás de viver, nem de sobreviver. Estão atrás de consumir. E aqui em São Paulo nem tem como ser de outro jeito. O padrão daqui é alto. Quem quer viver com menos tem que morar bem longe do centro. Mas, invariavelmente, tem que vir pra essas bandas garantir seu ganho. E atravessa a cidade parada de trânsito, o que só aumenta a angústia interna. E tem esse apelo todo pra gente querer estar no padrão mais alto. No final do mês a grana sempre tá curta. E se trampamos demais, sobra menos tempo para nos destrairmos. E já nem sei mais o que considero me distrair de forma prazerosa... Às vezes parece que sossego seria a melhor forma. Uma visita ou outra na casa de amigos acaba sendo mais gostosa que uma ida a um bar qualquer. Um fim-de-semana tranqüilo com o namorado... Balada eu já não faço há tempos. Sempre que caio nessa me arrependo. Só abro excecão quando é aniversário de alguém e olhe lá.

Sempre me achei meio velha e acho que tenho aprimorado esse meu lado. A verdade é que tenho pensado muito na direção que quero tomar daqui pra frente. Tanto que às vezes sinto que deveria relaxar mais pra encontrar meu caminho. Intuitivamente, sinto que ele está a minha frente, mas eu procuro tanto que não consigo enxergar.

fotos dos moradores da ocupação do prédio da Av. Prestes Maia, durante festa realizada no dia 8 de outubro de 2005.
Escrito por
Maíra
às
22h45
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